INVESTIMENTOS NO MARANHAO UM ESTADO FORTE

O Mapa de Investimento do Maranhão, o Eixo do desenvolvimento econômico do Maranhão, até então centrado em São Luís, está se irradiando para outras regiões do Estado. 

Dos R$ 80 bilhões em investimentos públicos e privados previstos para os próximos anos, tirando os R$ 40 bilhões da Refinaria Premium I, em Bacabeira, cerca de R$ 12 bilhões se referem a projetos que estão se estabelecendo em vários municípios do interior do Maranhão. 


Esses projetos estão sendo atraídos não somente pelas condições de infraestrutura do Estado (localização, energia, água, estradas, ferrovia, porto), mas também pela credibilidade do atual governo e pelos incentivos fiscais que estão disponíveis aos investidores.


“O governo tem envidado todos os esforços para atrair mais investimentos para o Estado, principalmente para as regiões menos desenvolvidas, incentivando projetos novos, projetos pioneiros ou mesmo relocação de empreendimentos em municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)”, afirmou o secretário estadual de Indústria e Comércio, Maurício Macedo, que fez, ontem, terça-feira (19), uma visita ao Sistema Mirante. 

Veja o mapa dos investimentos mais abaixo. 



Nesse caso específico de incentivos, Macedo se refere ao Pro-Maranhão - Programa de Incentivo às Atividades Industriais e Tecnológicas no Estado do Maranhão, que garante às empresas que se instalarem no Estado, ou às já existentes, que ampliarem seus parques fabris, a redução de 75% do valor do ICMS que pagariam sobre as vendas das mercadorias produzidas em suas instalações. Dos R$ 12 bilhões em investimentos no interior do Maranhão, somente a Usina Hidrelétrica de Estreito (foto), entre Maranhão e Tocantins, e o projeto de celulose da Suzano, em Imperatriz, somam R$ 7,6 bilhões. 


Os dois empreendimentos irão gerar 31 mil empregos. Ainda na região sul do Maranhão, são enormes as potencialidades de desenvolvimento do agronegócio, abrangendo uma cadeia que vai desde a produção de grãos, passando pela fabricação de óleo e ração animal, até criação e abatimento de aves e suínos para exportação. Maurício Macedo citou como exemplo o complexo industrial avícola que o grupo Notaro Alimentos instalará em Balsas, onde serão investidos R$ 146 milhões. 

O complexo reunirá granja de matrizes e pintos, fábrica de ração e beneficiadora de soja para a produção de óleo e farelo, abatedouro industrial com capacidade para o abate de 150 mil aves/dia, além de um centro de distribuição que será instalado em São Luís. “Recebemos informações que um grupo de investidores irlandeses também prospectam negócios na área agrícola e agroindustrial em Balsas”, disse Maurício Macedo, ao destacar as potencialidades de crescimento do agronegócio da região. 

Outro investimento de peso é a Aciaria do grupo Ferroeste, em Açailândia, um dos principais pólos guseiros do Estado. A unidade, onde serão investidos R$ 300 milhões, terá capacidade para produzir 500 mil toneladas/ano de tarugo de aço. A região de Caxias, outro pólo econômico importante do Maranhão, também vivencia essa onde de investimentos. Segundo a Sinc, a Schincariol deverá investir R$ 100 milhões na ampliação de sua fábrica. 

Já em Aldeias Altas, próximo à região de Caxias, a empresa TG Agroindustrial, que atua na atividade de produção de cana-de-açúcar, também planeja investir R$ 400 milhões em ampliação. Num outro extremo do Maranhão, na mesorregião oeste do Estado, os grupos Aurizona e Jaguar investirão, respectivamente, em R$ 80 milhões e R$ 300 milhões na exploração de minas de ouro nos municípios de Godofredo Viana e Maracaçumé. 


“Nossa intenção é levantar todo o potencial mineral do estado para atrair mais investimentos”, frisou o secretário de Indústria e Comércio. Para proporcionar ainda mais condições de infraestrutura aos empreendimentos, o Governo do Estado está desenvolvendo projetos para instalação de distritos industriais nos municípios de Balsas, Caxias, Codó, Grajaú e Timon, além da recuperação dos de São Luís e de Imperatriz. Fonte: O Estado